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Refletindo sobre saúde, previdência e outros…autora: Maria Tereza Yoshino março 18, 2010

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Estava a realizar a leitura do NEWSLETTER FBH 54/2009 – 16/03/2010‏ (Federação brasileira de hospitais) quando chamou minha atenção o tópico a seguir que copio na íntegra:

“Senado discute a crise da saúde em seminário

O Instituto Brasileiro de Ações Responsáveis promoveu, no dia 4 de março, o II Fórum Nacional de Políticas de Saúde: Sustentabilidade do Setor no Brasil. O evento, realizado no Senado Federal, traçou uma radiografia da saúde no Brasil e contou com a participação de deputados, senadores e representantes de entidades ligadas ao setor de saúde, além de gestores públicos e da iniciativa privada.

O deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), presidente da Frente Parlamentar da Saúde, apresentou um quadro ruim para o setor em 2010, cujo déficit orçamentário ultrapassa os R$ 6 bilhões. Segundo Perondi, ao contrário dos países desenvolvidos, que priorizam a saúde, no Brasil, apenas 38% dos recursos investidos no setor vêm do Governo. Do bolso do cidadão saem 62%.”

Continuo a me questionar, O DÉFICIT DA SAÚDE, DA PREVIDÊNCIA…quando faremos alguma coisa efetiva para que este quadro de “BURACOS” existentes deixem de ser pagos mais do que uma vez pelo bolso dos brasileiros?

Resolvi fazer minha parte:
Escrever, para reflexão e união de todos nesta campanha de pagarmos a conta uma só vez, mesmo que regularmente! O que temos presenciado é a duplicidade, triplicidade, infinidade até…de pagamentos regulares.

Haja vista exemplos já destacados por mim anteriormente:
- Se você possui plano de saúde suplementar junto com alguma operadora, quer seja pago do seu próprio bolso ou pelo bolso do seu empregador, já estamos pagando…mais que uma vez, regularmente;
- Continuando o raciocínio, se você tem este plano de saúde suplementar, e também é atendido em uma emergência pelo serviço público, sua operadora de saúde tem que ressarcir o serviço público prestado, olha aí a conta sendo paga mais uma vez e o índice de sinistralidade do seu plano crescendo e o dinheiro do seu bolso e da sua empresa diminuindo…

E a Previdência Social, é de conhecimento de todos quantas vezes já tivemos que COBRIR BURACOS…E ESTES BURACOS, de onde são originários? De gestão inadequada? De gestões fraudulentas? Quantas verbas foram para o caixa da previdência social que eram destinadas inicialmente para outros fins? O salário educação? Passaría aqui horas listando-as ou tentando fazer minha memória recordar, é por isso que ocorre estas coisas, vamos envelhecendo e a memória piora!

Por falar em envelhecer: a mudança das regras de aposentadorias: com “pedágio” de tempo e “fator previdenciário” que estabelece expectativa de vida para cálculos de benefícios. PREJUDICADO: O CIDADÃO QUE PAGA SUAS CONTRIBUIÇÕES E QUE É TRABALHADOR.

Este mercado já não absorve com facilidade profissionais acima dos 35 anos, incompatível com a realidade da expectativa de vida calculada pela legislação modificada. Eu sei que existem leis que dizem ser impeditivo qualquer tipo de discriminação mas, como rastrear se de fato isto não ocorre de forma subliminar durante os processos seletivos já que muitas empresas recebem os perfis de suas vagas de suas “matrizes” que têm conhecimento e experiência de culturas distintas da nossa realidade?

EFETIVAMENTE PENSO: DEVEMOS FAZER CAMPANHA TODOS, PROFISSIONAIS E EMPRESAS E NOS UNIRMOS PARA O BEM COMUM DO BRASILEIRO.

Está na hora de efetivamente consolidarmos uma postura diante destes fatos, a minha é esta:

- SOU CONTRA A MODIFICAÇÃO OCORRIDA NA LEGISLAÇÃO QUE INCLUI O “PEDÁGIO” PARA O CÁLCULO DO TEMPO DAS APOSENTADORIAS;
- SOU CONTRA O FATOR PREVIDENCIÁRIO E A VERGONHA DO ADIAMENTO NA VOTAÇÃO DO PROJETO QUE TENTA DERRUBÁ-LO;
- SOU CONTRA QUE AS OPERADORAS DE SAÚDE TENHAM QUE REPASSAR AOS SERVIÇOS PÚBLICOS REMUNERAÇÃO PELOS ATENDIMENTOS PRESTADOS AOS SEUS USUÁRIOS;
- EU NÃO SOU CANDIDATA A NADA! E NEM PRETENDO SER!
- SOU APENAS UMA CIDADÃ QUE MANIFESTA SUA INDIGNAÇÃO PARA QUE OUTROS INDIGNADOS TAMBÉM POSSAM CONFORME SEUS RECURSOS AMPLIAR ESTA BATALHA CONTRA AS INJUSTIÇAS QUE AFETAM NOSSOS BOLSOS.

Peço a todos que leram este texto acima que façam algo para pressionarmos os “profissionais” que colocamos no “poder” para modificar esta situação vigente…

Maria Tereza B. S. Yoshino Graduada em Serviço Social – Especialista em Adm Hospitalar – MBA Gestão empresarial – Auditora em Sistemas de Saúde e Coach de Aperfeiçoamento Profissional, Gerencial e Organizacional

Hospitais e clínicas não podem lucrar com venda de medicamentos março 18, 2010

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“Brasília , 6 de novembro de 2009 – 18h
Hospitais e clínicas não podem lucrar com venda de medicamentos

Medicamentos de uso restrito a hospitais e clínicas não poderão ter o preço máximo ao consumidor divulgado. É o que prevê a Resolução 3/2009 da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, desta sexta-feira (6).

“Apesar do Preço Máximo ao Consumidor ser, por definição, o teto a ser praticado por farmácias e drogarias para venda de medicamentos, o mesmo vinha sendo utilizado por hospitais e clínicas como parâmetro de cobrança a planos e seguros de saúde a título de reembolso”, explica Luiz Milton Velos, secretário executiva da Cmed. A medida da Câmara pretende desestimular essa prática e desonerar os sistemas de saúde desses custos indevidos.”

Fonte : http://www.anvisa.gov.br/divulga/noticias/2009/061109.htm

Este tema vale uma reflexão pública. Motivo pelo qual trago a este espaço de idéias com meus comentários a seguir:

Finalmente a agência nacional de vigilância sanitária estabelece algo que pretende corrigir distorções fundamentais no sistema utilizado por hospitais e clínicas como parâmetro de cobrança a planos e seguros de saúde a título de reembolso. Mas, a não divulgação também destes parâmetros pode gerar o efeito contrário ao desejado elevando ainda mais o preço final ao consumidor e às operadoras. Adicionado a essa decisão, penso que dever-se-ia estabelecer critérios claros para a remuneração de taxas, diárias e serviços de clínicas e hospitais, a ênfase não é que seja estabelecido intervenções na a administração privada mas, regular de fato aspectos que poderão reduzir sensivelmente os índices de sinistralidade e estabelecer uma relação  justa das partes envolvidas.

Se por um lado, atualmente clínicas e hospitais utilizam-se deste ”recurso” para definir seus preços junto as operadoras, por outro lado são também “espremidos”, tendo que submeter suas tabelas aos valores de mercado defasados. Recomendo que conheçam mais profundamente o tema, para o entendimento de que há classificações das mais diversas para os estabelecimentos de saúde.Por exemplo:

CENTRO DE SAUDE/UNIDADE BASICA
POLICLINICA
HOSPITAL GERAL
HOSPITAL ESPECIALIZADO
UNIDADE MISTA
PRONTO SOCORRO GERAL
PRONTO SOCORRO ESPECIALIZADO
CONSULTORIO ISOLADO
CLINICA ESPECIALIZADA/AMBULATORIO DE ESPECIALIDADE
UNIDADE DE APOIO DIAGNOSE E TERAPIA (SADT ISOLADO)
UNIDADE MOVEL TERRESTRE
FARMACIA
UNIDADE DE VIGILANCIA EM SAUDE
COOPERATIVA
HOSPITAL/DIA – ISOLADO
CENTRAL DE REGULACAO DE SERVICOS DE SAUDE
CENTRO DE ATENCAO HEMOTERAPIA E OU HEMATOLOGICA
CENTRO DE ATENCAO PSICOSSOCIAL

Entre estas citadas acima, há outras, quem desejar saber mais verifique detalhes no CNES (Cadastro Nacional de estabelecimentos de Saúde) :http://cnes.datasus.gov.br

Assim sendo, conforme a classificação os critérios de remuneração deveriam partir da premissa que hospitais e clínicas privadas, visam lucro. E necessitam manter sua perenidade, com atualizações de recursos:  humanos, científicos – tecnológicos, enfim…algo muito comum é que estabelecimentos  de saúde considerados, “ambulatoriais”, ”hospitais-dia”(permanência do paciente até 12h) e “hospitais especializados” (permanência do paciente até 48h), sejam remunerados de modo inadequado, se por um lado geram benefícios ao paciente é também situação bastante confortável para as operadoras que conseguem reduzir os custos das internações prolongadas, atualmente há diversos procedimentos médicos que permitem a realização no regime: ambulatorial, ou com internações de curta duração.  

Estes estabelecimentos, principalmente os que mantêm o atendimento 24h, possuem dificuldade de garantir esta perenidade citada acima, visto que, as tabelas de remuneração aos mesmos, são menores. Há de se realizar, talvez a ANVISA, possa fazer, um estudo da relação custo benefício dos serviços que antigamente eram realizados em âmbito de hospitais de  médio e grande porte, com duração da permanência do paciente maior, consequentemente custos mais elevados, de forma que, estes serviços aparentemente menores, possam receber valores justos para atuar de modo equilibrado com atualização contínua.

A certificação de acreditação de estabelecimentos de saúde, pode ser um parâmetro de avaliação por parte das operadoras e da anvisa, por exemplo. Outro parâmetro é que as operadoras estabelecessem critérios de avaliação anual de seus referenciados, ou rede credenciada, como queiram chamar, realizando visitas “in loco”através de uma equipe auditora multiprofissional com formação em auditoria de sistemas de saúde, a fim de que, analisassem segundo estes mesmos critérios de forma macro, o enquadramento dos estabelecimentos em suas tabelas de remuneração mas, de forma transparente, de modo que a evolução do desenvolvimento organizacional de estabelecimentos de saúde seja garantido o que também reduziria riscos para chamadas de co responsabilidade civil e criminal de procedimentos realizados.

Há muito o que se refletir, há muito ainda que se fazer, passaria aqui de um tema para outro mas, cabe aqui somente plantarmos a semente para que todos possamos regar com nossas atitudes, adubar com conhecimentos, colhendo com nossas habilidades novos frutos para uma sociedade digna. 

Maria Tereza B. S. Yoshino Graduada em Serviço Social -  Especialista em Adm Hospitalar - MBA Gestão empresarial – Auditora em Sistemas de Saúde  e Coach de Aperfeiçoamento Profissional, Gerencial  e Organizacional

Será que encontraremos aqui uma resposta e alternativas? março 18, 2010

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Será que encontraremos aqui uma resposta e alternativas?

Deparamo-nos muitas vezes com pessoas nem o pão possuem, para comer e compartilhar com suas famílias mas, encontram dentro de si algo importante o EQUILÍBRIO e a alegria independente de estímulos e fatores externos ou do “tamanho”do conforto que possuem ou melhor, não possuem…conseguem sorrir mesmo assim.

Tenho estado a refletir sobre o Brasil, em questões referentes a segurança, saúde, educação, enfim… a formação dos pilares de uma sociedade justa que não se incomoda de pagar seus impostos desde que obtivesse de fato o retorno dos benefícios que lhe são previstos na Constituição Federal e lhe concederiam obter dos serviços públicos os atendimentos necessários ao equilíbrio e a harmonia de indivíduos, grupos e comunidades.

Enxergo, no entanto, obrigações constitucionais sendo transferidas para a iniciativa privada, que acaba sendo cobrada pela sociedade quanto a prestação de assistências suplementares que em realidade seriam desnecessárias se e somente se, nossos direitos fossem de fato garantidos.
Impossível calar quando, não podemos elogiar apenas um cidadão que é trabalhador sem dúvida, mas nitidamente possui mais recursos que os outros tantos anônimos que aí estão “ralando” para obter ao menos 1 pão francês ou um copo de leite, ou quando muito a sobra do prato alheio.

Vocês sabiam, por exemplo, que: “As unidades prestadoras de serviço de saúde ao SUS são ressarcidas pelas despesas de atendimentos a pacientes das operadoras de planos privados de assistência à saúde.”

Fonte: http://www.ans.gov.br/portal/site/perfil_ope_cons_ups/deposito_ups_gest.asp

Um absurdo as operadoras terem que ressarcir o serviço público de um serviço que o seu beneficiário utiliza, isto é no mínimo indecente no meu entender.

 
Acompanhem o raciocínio:
“Art. 1o O art. 6o da Constituição Federal passa a vigorar com a seguinte redação:”Art. 6o São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição.” (NR)” Falamos aqui da Lei máxima de uma Nação!

No entanto, como não nos são garantidos esses direitos, que NÃO SÃO DE FORMA ALGUMA GRATUITOS, ILUSÃO QUEM PENSA QUE ESSES SERIAM GARANTIDOS POR GRATUIDADE, SÃO GARANTIDOS POR TRIBUTOS.
A assistência complementar surgiu, é opcional, passou a ser reinvidicada pelas entidades de classe à iniciativa privada e os conceitos, fundamentos, não são preservados. A iniciativa privada, decidiu partilhar esta responsabilidade: aplausos! Mas, no entanto, ficarmos CALADOS, QUANDO o uso do serviço público por um cidadão, tem que ser ressarcido por sua operadora de saúde, o que eleva o índice de sinistralidade e consequentemente o preço final no bolso do consumidor. PAGANDO DE NOVO ALGO QUE JÁ REMUNEROU COM SEUS TRIBUTOS, É VERGONHOSO! A previdência pública, com seus buracos sendo cobertos por verbas arrecadadas com o objetivo de ir para a educação e outros recursos. Acredito na gestão pública decente realizada por profissionais, o que não concordo, é perceber situações de instabilidade de recursos e riscos a uma estrutura de benefícios, não por má gestão, mas pela corrupção e impunidade. Como ocorre hoje com a saúde, será que não irão transferir em breve a RESPONSABILIDADE DAS APOSENTADORIAS E PENSÕES para a iniciativa privada que já compartilha também de complementar a defasagem deste buraco previdenciário, assumindo planos de previdência privada como meios de atrair e reter talentos?

Para pagarem mais uma vez por CRATERAS que não fizemos? Penso que temos que suar a camisa, sangrar não! Temos que suar para conquistar o pão de cada dia, sangrar não! Penso que as iniciativas privadas devem sim criar alternativas e suar para retenção de talentos mas, não devem sangrar seus recursos. Há muitos brasileiros, que teriam o que comer não fosse isto e muito mais…  

Questiono-me por quê? Nós brasileiros temos aceitado passivamente o que tem sido feito por nossos governantes sem que façamos juntos, algo mais efetivo. Ainda não descobri a resposta, para obter também uma alternativa que mude esta condição atual, mas faço minha parte.

 Autora: Maria Tereza B S Yoshino

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